domingo, setembro 30, 2007
El Gran Wagner, el Señor Mutante
sábado, setembro 22, 2007
The Buraca Three
Wagnão, Daniel e Moses.
Se só o mencionar destes nomes em cadência faz tremer muito cidadão cumpridor da lei, ordem e bons costumes, imaginemos o estado de espírito dos adversários do Estrela amadorense quando têm o desprazer de olhar para as suas fronhas...
O pior desta situação? Este trio da Buraca não defrauda expectativas. Está no relvado para fazer precisamente aquilo que poderiamos pensar à primeira vista. Intimidação. Terror. Medo. Uma força bárbara que não se refreia. Um trio ensemble sedento de uma nota sangrenta que não os saciará. Semear o pânico? Certamente.
Aqueles que gostariam de se refugiar na sua cobarde realidade alternativa podem tirar o cavalinho da chuva:
-"Ah, aquele gentil senhor com 1,90m de altura, 2,30m de largura e cara de personagem secundária num filme do Chuck Norris até pode ser boa pessoa. Não sejamos preconceituosos. Concerteza que até tocará sonatas de Schubert num delicado fliscorne.", segredou o inocente gladiador Tonel a Polga as suas impressões sobre Moses dois minutos antes deste lhe deslocar a clavícula à dentada.
Porém, nem tudo é chapa quatro com estes senhores. Também nos é presenteada, embrulhada com um papel festivo e atada com um laçarote extremamente fofuxo, a doce ironia que por demasiadas vezes transforma o Mundo da Bola numa caixinha de surpresas: O brasileiro Duda precisou de sair do Porto para o Boavista para ser campeão.
Ah não, isto não tem nada a ver...afinal aqui não há ironia nenhuma. É que estes três estarolas da Buraca têm mesmo ar de seguranças de discoteca, apesar de serem eles quem arma a bela bronca na dita cuja.
Ei! Alguém falou em "bronca na discoteca"? É que seria capaz de jurar que já vi o prodigioso guri Leandro Lima a cantar alegremente essa cançoneta em qualquer lado.Ah não, é aquele gajo que tem um penteado igual ao dele, mas que canta o clássico intemporal "Puta Vida, Merda Cagalhões". Que curiosamente foi o que Wagnão disse ao último pobre tolo que tentou passar por ele em velocidade...antes de lhe arrancar o nariz à cabeçada, claro.
Sábias palavras.
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segunda-feira, setembro 17, 2007
DESCUBRA AS DIFERENÇAS Nº MXXLVIII
O Cromos da Bola descobriu a verdadeira razão para a saída de Ricardo Chaves, do Sporting de Braga para o Vit. Setúbal.
Havia uma certa incompatibilidade entre o Ricardo e Jorge Costa.
Tal como a PJ no caso Maddie, tivémos acesso secreto ao diário de Ricardo Chaves e, por isso, transcrevemos aqui em directo e exclusivo, o que foi escrito pelo jogador durante o defeso do campeonato. Caetano Veloso vai certamente pedir explicações pelo que vamos transcrever, quiçá mover um belo processo judicial, mas estamos certos e seguros que Caetano ( Não o do Tirsense de 1m20) e Ricardo (Não o Pseudo-Redes da Selecção) têm tudo para se darem bem.. afinal, eles parecem irmãos.
Aconselhamos os nossos telespectadores a ler a transcrição que se segue com um "pi pi pi" "tchu tchu tchu" tipicamente brasileiro e um pianinho bem allegro.
O título desta página do diário é SOZINHO:
Às vezes no silêncio do meio campo
Eu fico correndo só com mais dois
Eu fico ali sonhando com um grande
Juntando um bom remate a um golo ou dois
[Jorge Costa] Por que você não me deixa mais solto?
Por que você não confia em mim?
Tô me sentindo muito sozinho
Não sou nem quero ser como o Castanheira
É que um lugar no onze às vezes cai bem
Eu tenho os meus segredos e jogadas secretas
Passo ao João Pinto e a mais ninguém
Porque você me esquece e some?
Porque você me esquece e some?
E se eu me interessar pelo Setúbal?
E se o Carvalhal de repente me compra?
Quando um treinador gosta
É claro que a gente cuida
Mas eu não fico na mama
Vou pôr-me daqui pra fora
Esta equipa engana
Ou não está madura
[Jorge Costa] Onde está você agora?
domingo, setembro 16, 2007
Por um fio de cabelo
quinta-feira, setembro 13, 2007
Cromo D'Área
Povo amigo.
Regressados de um hiato de veraneio, eis que publicamos finalmente a Poll para o nosso Cromo D'Área. Agradecemos a todos pelo afinco no debitar das maiores pérolas pontalancistas que já passaram pelas lusas terras.
Decidimo-nos pelos seguintes dez cromos:
Vinha, Baroni, Missé-Missé, Eskilsson, Pringle, Birame, Quinzinho, Bambo, Toni (o Campeão do Mundo, não o massivo panzer cabo-verdiano-bracarense) e Dino.
Doeu-nos. Doeu-nos muito fundo, quais vítimas de um "jab" de esquerda de Felipão, o Balboa do Caravaggio, mas muitos e bons nomes ficaram de fora, como Manú numa convocatória do Benfica. Antes que a vossa insana - porém justificada - raiva recaia sobre nós, avisamos desde já que entertainers como Serifo, Lewis, Constantino, Mantorras, Mangonga, Clint&Earl LDA, Lepi, Siasia, e até Krpan ficarão para contas da próxima Poll, destinada a eleger o 2º avançado do nossa 4-4-2. Vulgo muleta do ponta-de-lança, claro está.

Bem Hajam, e votem com consciência. E sobretudo, com potência e acutilância.
The Eye of The Tiger.
Regressados de um hiato de veraneio, eis que publicamos finalmente a Poll para o nosso Cromo D'Área. Agradecemos a todos pelo afinco no debitar das maiores pérolas pontalancistas que já passaram pelas lusas terras.
Decidimo-nos pelos seguintes dez cromos:
Vinha, Baroni, Missé-Missé, Eskilsson, Pringle, Birame, Quinzinho, Bambo, Toni (o Campeão do Mundo, não o massivo panzer cabo-verdiano-bracarense) e Dino.
Doeu-nos. Doeu-nos muito fundo, quais vítimas de um "jab" de esquerda de Felipão, o Balboa do Caravaggio, mas muitos e bons nomes ficaram de fora, como Manú numa convocatória do Benfica. Antes que a vossa insana - porém justificada - raiva recaia sobre nós, avisamos desde já que entertainers como Serifo, Lewis, Constantino, Mantorras, Mangonga, Clint&Earl LDA, Lepi, Siasia, e até Krpan ficarão para contas da próxima Poll, destinada a eleger o 2º avançado do nossa 4-4-2. Vulgo muleta do ponta-de-lança, claro está.

Bem Hajam, e votem com consciência. E sobretudo, com potência e acutilância.
The Eye of The Tiger.
sábado, agosto 25, 2007
Queremos um Ponta-de-Lança.
Povo da Bola,
O próximo passo deste blog será eleger o vértice mais avançado do nosso "onze". Sabemos à partida ser uma decisão complicada, cheia de nuances atrofiantes e critérios a roçar a dualidade existencial. Mas tem de ser feito. Para tal, contamos com a vossa ajuda.
Queremos um ponta-de-lança. Ou dez.
Dez para começar. Já conhecem o procedimento. Escolhem-se dez, chapam-se na poll, e posteriormente, ao longo de um penoso mês (ou até dois), deixamos a nossa nova aquisição à vossa escolha. Rematem aí nos comentários as vossas memórias do mal desmarcar e bem chutar na atmosfera. Ressalvo que Constantinos, Gil Gomes, Mangongas ou Lampteys estão destinados para a Poll seguinte - a do avançado mais móvel dentro do nosso 4-4-2.
Aqui, hoje, amanhã e agora, queremos pontas-de lança. Lançamos alguns dos nossos preferidos. O resto está nas vossas mãos.
Vinha, Marcelo, Birame, Bambo, Toni, Ouattara, Febras, Dino, Eskilsson, Makukula Pai, Martin Pringle, Zé D'Angola, Reinaldo, Pena, Ronald Baroni...
sexta-feira, agosto 24, 2007
Cebolinha?
Após mais uma pérola debitada por um órgão de comunicação social relativamente conceituado, a questão impõe-se:
- Mas que raio?
"Cromos da Bola", sempre preocupado com o bem estar do povo luso, debruçou-se sobre o assunto. Chegámos às seguintes conclusões:
- Marc Zoro faz um excelente refogado.
- A higiene pessoal de Armando "Le Petit" Teixeira é (ainda) pior do que se pensava.
- O produto para a acne de Fábio Coentrão, para além de não funcionar peva, cheira mal.
- Enganaram-se no nome de Gilles Augustin Binya. É compreensível, visto que nunca ninguém o viu, ou sabe quem é.
- Como o que o pessoal gosta é mesmo de reforços, Vieira decidiu adquirir a turminha da Mônica inteira por 2M€, o que juntando aos restantes, dá um total de 83 contratações.
- Freddy "Nii Lamptey v2.0" Adu comprou um relógio novo na feira de Espinho.
- Cristian Rodriguez tem uma alcunha realmente estúpida.
- Pedro Mantorras deixou-se levar pelo look vampírico-bronzeado de Bergessio e tomou medidas. Mas o alho estava caro e ele tinha gasto o salário no passe de autocarro.
- Yu Dabao comprou a pasta de dentes na loja dos tios.
- Manú pensou que se esfregasse cebolas nos olhos de todos os alas e avançados do plantel antes de um jogo, poderia ter hipóteses de ir para o banco. Estava equivocado.
Convém frisar que estamos certos de ter acertado. Pelos menos uma ou cinco serão verdadeiras.
sexta-feira, agosto 17, 2007
Segredos sob os Arcos
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sexta-feira, agosto 10, 2007
António e os Apóstolos
Terra de devoção, lojas de santinhos e chuto na bola. Sim, leram bem. Chuto na bola. Fátima tem uma nova religião: o Futebol.
A arte bolística será provavelmente a última coisa que vos passará pela cabeça quando referido o nome desta santa cidade. Ou a penúltima, depois de pão com chouriço.
Porém, a pequena cidade do Centro recebeu recentemente uma profícua injecção de Vitamina C. "C" de Cromos da bola.
Agastado pela má situação económica e desportiva que arrasava o seu GD Fátima no dealbar do Séc. XXI (quando se fala de algo religioso fica sempre bem meter numeração romana à pressão), o ilustre pároco valonguense António Martins Pereira arregaçou as mangas da sua batina e meteu santas mãos à santa obra. Ah, a batina tem mangas, sim. Possui também um colarinho branco representando a pureza, na frente possui trinta e três botões, representando a idade de Jesus, (o Cristo, não o ex-redes) e nas mangas possui cinco botões representando as cinco chagas do Cristo.
Cromos da Bola, a sua fonte de informação diária.
OK, mensal.
Voltando ao empreendedor pároco, folgo em anunciar que a sua missão teve sucesso. O GD Fátima está de novo entre os maiores clubes nacionais, apesar de alguns jurarem que a quantidade de rezas terá de ser massificada - qual franchising de Fast Prey - caso os fatimenses tenham por objectivo continuar a beber águinha da boa. Desta, não da benta.
António Martins Pereira, o beneplácito, mobilizou toda uma cidade à volta de um ídolo esférico. Começou por pregar uma nova doutrina e atrair seguidores, sendo aclamado por alguns como o Messias. Foi rejeitado, tido por apóstata pelas autoridades, condenado por blasfémia e ostracizado pelas beatas como um líder rebelde. No entanto, os seus sermões não cairam em saco roto. Padre Pereira conseguira uma trupe de apóstolos, filhos da terra sequiosos de bola, que espalharam a sua palavra pelos sete cantos da cidade.
Rapidamente, o sonho tornara-se realidade. A partir da sede do clube, sita na Rua Padre António Martins Pereira, o seu presidente, António Martins Pereira, conseguiu trazer ao Estádio Municipal de Fátima, sito na rua António Martins Pereira, (notam aqui algum padrão?) uma legião de bons samaritanos do chuto na bola, que transformaram a tarefa de colocar o GD Fátima na Liga Vitalis num passeio. Uma procissão, se quisermos. De qualquer forma, tinham uma grande vantagem em relação aos oponentes: se fizessem alguma promessa de ir até Fátima a pé, caso conseguissem colocar a agremiação na Liga Vitalis, o caminho seria curto. Deve ter sido isso.
Uma vez na segunda Divisão da nossa bola, o messiânico pároco decidiu montar uma comunidade de apóstolos do esférico que desse garantias de conseguir em campo o que ele tentava alcançar através das suas privilegiadas ligações às esferas superiores.
O primeiro passo seria encontrar um líder para a dita comunidade, um jogador que funcionasse como o seu braço direito, um terço do seu rosário.
Eis que - obviamente - chega o Bispo, rodeado pelo seu presbitério e assistido por múltiplos diáconos, dos quais se destaca Edu Castigo, responsável pelo departamento de penitências no relvado. Edu é o elo de ligação que o GD Fátima oferece aos seus adversários como prova de que estarão arrependidos dos seus pecados. A finalidade é conseguir que os valorosos oponentes se afastem dos pecados (vulgo, vitórias contra o GDF) por causa dos seus pesados sacrifícios exigidos. Tais como: levar porrada, levar porrada, e levar porrada.
Tudo se conjuga para uma época cromífluamente histórica na pequena cidade de Fátima.
Amén.
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domingo, julho 29, 2007
O Filho do Vento

vento,
- do Lat. ventu,
- s. m.,
- ar agitado por qualquer meio;
- Etienne N'Tsunda;
- fig.,
- Etienne N'Tsunda;
- flatulência;
- coisa rápida;
- ...
Habituado a jogar num clube que foi buscar o seu nome a gajos com perna de pau e pala no olho, o congolês sentiu o peso da camisola do Dragão. Não foi fácil partilhar o balneário com colossos do nível de Ronald Baroni e Walter Paz. Especialmente porque o peruano deixava constantemente a tampa da sanita levantada e o argentino tinha como banda preferida os Def Leppard.
Afectado por estes execráveis contratempos, o rendimento de Etienne sofreu. O Filho do Vento não passava afinal de uma tímida brisa. Sir Bobby viu-se confrontado com a hipótese da contratação via K7 audio enviada pelo ajudante de roupeiro do Orlando Pirates (cunhado de Etienne, advogado criminal de Zwane, e representante da Adidas no Zimbabwe) não ter sido 100% fiável.
"I don't perceebo it. Pelo sound, el jogadorr parcia good. Eu even disse ao Dmingas: primeira part...good. Segonda part...not good. Dmingas remate poste, should have been goal. Je suis très content.", afirmava Sir Bobby no seu português irrepreensível.
Na verdade, o clube não abandonou o método de utilizar a K7 audio como principal instrumento de prospecção, como atestam as posteriores contratações de Da Silva e Alejandro Diaz.
Porém, o Filho do Vento jogava como um Bastardo da Bola, chutando o esférico corpo estranho de uma forma tão inepta, que mais parecia estarmos a presenciar nova impagável incursão de Paulo Madeira a ponta-de-lança.
Eis que o clube das Antas, certo que N'Tsunda estaria ainda demasiado verde para passar de brisa a vendaval (com isto, não estamos a fazer nova incursão no precioso Mundo das piadas de flatulência - apesar da oportunidade acima oferecida pelo dicionário), decidiu cedê-lo à II Liga, por via de Penafiel e Académica, onde o africano brilhou como Manuel Subtil numa casa de banho da RTP.
Tal demonstração de força e irreverência não foi ignorada pelos primodivisionários, e o GD Chaves reabriu-lhe as portas do palco principal. Agora Etienne era um actor de sucesso, uma Floribella (sem alusão aos equipamentos alternativos do Benfica 07-08) no prime time da bola lusitana. Ao lado de Sabou, Matute e Ovidiu Cuc na frente de ataque flaviense, o Filho do Vento só poderia brilhar. E brilhou. Qual remate de Pavlin furando as redes adversárias, o fulgor do nosso herói era inigualável, e a sua velocidade destruía os laterais adversários como as três gajinhas do anúncio da netcabo destroem a paciência colectiva de um Povo.
Porém, a troca de Chaves pelo berço da Nação em 1998 revelou-se fatal para a carreira de Etienne, pois a sua convivência com David Paas seria conflituosa ao ponto de voltar a transformar a sua furacónica ventania num débil sopro de um franzino petiz. É que Paas jurava a pés juntos que Fangueiro era o jogador mais veloz do plantel vimaranense.
Com a autoestima devastada, o africano abandonou Portugal, apenas para regressar de forma inglória já no Séc. XXI para representar os secundários SC Freamunde e o outrora orgulhoso FC Famalicão, mas já era tarde. N'Tsunda era apenas uma anafada sombra de si mesmo. "Filho de Uma Lenta Deslocação de Ar"!!!, gritavam as bancadas nortenhas, apupando impiedosamente o ex-sorridente protégé de Sir Bobby.
"Ao menos se tivesse uma mega-mullet como a que o Rafal Grzelak exibirá em 2007...", murmurava o derrotado congolês parante a confirmação da inexorável marcha do tempo...
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quarta-feira, julho 25, 2007
LISTA DE CROMOS AGORA DISPONÍVEL

Povo da Bola,
após uma jornada de árduo trabalho e labor desatinado, tornámos um velho sonho do blog em realidade.
- O EX-LECEIRO VLADAN DARÁ UMA EXAUSTIVA ENTREVISTA AO "CROMOS DA BOLA"!!
Nah. Por acaso até gostavamos que acontecesse. Mas como quem não tem Eusébio caça com Akwá, a boa nova é outra:
- Levámos finalmente a cabo a realização de uma aturada lista onde constam todos os cromos que já passaram pelo blog!
O link está na barra lateral, bem destacado no topo da classifição, como o Quitó estaria num ranking de gente extremamente feia.
Se o Peter Hinds recomenda, quem somos nós para levantar cabelo?
terça-feira, julho 17, 2007
Meu Deus, são Jogadores...
Por que razão os jogadores Brasileiros e Portugueses são tão devotos e mostram-no durante , antes e no fim dos jogos?
Por que será que levantam as mãos para o céu, ajoelham-se, rezam, benzem-se... antes, durante e depois dos jogos?
Já alguém viu um colega de trabalho celebrar com Deus, erguendo as mãos, em pleno escritório?
Ou dizer " Este projecto financeiro foi viablizado Graças a Deus.. que estava a olhar por nós.. e que depositou em mim todas as forças.."??
Nããããããão, só mesmo no futebol.
Bem, se calhar é mais em Alvalade. Senão repare-se, Paulo Bento tem nome de Papa, cara de Padre, tirou um curso num Seminário... e teve como colega e deixará uma mensagem para os Homens, tal como fizeram
VIDIGAL e MARCO AURÉLIO.
Agora eles são pregadores da fé e da esperança num mundo melhor.. e pertencem aos Atletas de Cristo de Itália. Marco Aurélio, grande defesa central , deve ter agora perto de 38 anos. Vidigal ainda caminha nos inícios dos 30.. Esta é a imagem dos brasileiros e dos poucos portugueses, (agora mais, com as contratações da Juventus) que temos espalhados por esse mundo, com cada vez mais tugas à procura do sol... Se calhar, é o início de nova diáspora, de novo evangelho, de novos Descobrimentos!
Por que será que levantam as mãos para o céu, ajoelham-se, rezam, benzem-se... antes, durante e depois dos jogos?
Já alguém viu um colega de trabalho celebrar com Deus, erguendo as mãos, em pleno escritório?
Ou dizer " Este projecto financeiro foi viablizado Graças a Deus.. que estava a olhar por nós.. e que depositou em mim todas as forças.."??
Nããããããão, só mesmo no futebol.
Bem, se calhar é mais em Alvalade. Senão repare-se, Paulo Bento tem nome de Papa, cara de Padre, tirou um curso num Seminário... e teve como colega e deixará uma mensagem para os Homens, tal como fizeram

VIDIGAL e MARCO AURÉLIO.Agora eles são pregadores da fé e da esperança num mundo melhor.. e pertencem aos Atletas de Cristo de Itália. Marco Aurélio, grande defesa central , deve ter agora perto de 38 anos. Vidigal ainda caminha nos inícios dos 30.. Esta é a imagem dos brasileiros e dos poucos portugueses, (agora mais, com as contratações da Juventus) que temos espalhados por esse mundo, com cada vez mais tugas à procura do sol... Se calhar, é o início de nova diáspora, de novo evangelho, de novos Descobrimentos!
sexta-feira, julho 13, 2007
A Esperança não equipa apenas de verde
Começo por afirmar que partilho a vossa dor.
Não é fácil. Nunca o foi. Nunca o será.
Todas os defesos assistimos a debandadas dos nossos cromos preferidos, ávidos em conhecer a relva romena, a brisa cipriota ou o gato maltês. Ienes, petrodólares, kwanzas, schillings, pulas do Botswana ou levs da Bulgária são o costumeiro chamariz para os nossos futeboleiros, sempre à caça de todo e qualquer género monetário que lhes permita comprar calças de ganga rasgadas/coçadas e correntes de prata com as suas iniciais. Isso ou amendoins.
Durante estas últimas semanas assistimos aterrorizados e indefesos à fuga de ídolos cromáticos do calibre de Beto Galdino, Lucas Buccollini, Moretto, o recém galardoado Carlos "sou" Bueno, Fatih Sonkaya, Luís Loureiro, Phil Jackson, Amoreirinha, Marco Ferreira, Chmiest, William (quantas saudades já deixas), Martin Prest, Orestes, Kwame Ayew (sempre no coração), e Zamorano (o outro, claro).
Ficámos indubitavelmente mais pobres. Qual criança à qual o impiedoso Oceano destruiu o castelo na areia (sim, o que jogou no Sporting - perguntem à minha priminha mais nova), encontramo-nos prostrados no chão, mirando as passageiras nuvens que tingem o Céu dum frágil tom esbranquiçado e bramindo um potente "NÃÃÃÃÃOOO!!", como se vestíssemos a pele do Steven Seagal nos primeiros vinte minutos de um filme seu. Aqueles primeiros vinte minutos em que ele descobre que foi o gajo sinistro com pala no olho que lhe assassinou a mulher, o melhor amigo, os pais, os irmãos, a empregada doméstica, o gajo do talho, a amante, a melhor amiga de infância, o carteiro, o amigo que tinha na repartição de finanças, o cão e os seus dezanove primos da parte do pai.
Porém, algo nos destingue de Steven Seagal. E não falo do rabo de cavalo ou da impossibilidade física de abrir os olhos mais que 2,5 milímetros. Ele jura vingança. Nós? Apregoamos a esperança. Senão vejamos:
Gladstone, Sreten Sretenovic, Ediglê, Luís Aguiar, Mrdakovic, Zoro, Kazeem, Stélvio, Edson Di, Ozéia, Jessuí, Rovérsio (abençoado seja o teu regresso), Lee, Bruno Fogaça (ver Rovérsio), Kifuta, Mossoró, Laionel, Brochieri, Tales Schutz (quanta esperança deposito em ti, rapaz) e Rabiola.
Estes são os nomes da esperança. Os bilhetes para uma atribulada e sempre curiosa viagem de retorno do Inferno via comboio cromífluo, com apeadeiro em Ermesinde.
Em vós depositamos o nosso capital de expectativas. Vão à luta e façam uma OPA ao nosso coração.
Não é fácil. Nunca o foi. Nunca o será.
Todas os defesos assistimos a debandadas dos nossos cromos preferidos, ávidos em conhecer a relva romena, a brisa cipriota ou o gato maltês. Ienes, petrodólares, kwanzas, schillings, pulas do Botswana ou levs da Bulgária são o costumeiro chamariz para os nossos futeboleiros, sempre à caça de todo e qualquer género monetário que lhes permita comprar calças de ganga rasgadas/coçadas e correntes de prata com as suas iniciais. Isso ou amendoins.
Durante estas últimas semanas assistimos aterrorizados e indefesos à fuga de ídolos cromáticos do calibre de Beto Galdino, Lucas Buccollini, Moretto, o recém galardoado Carlos "sou" Bueno, Fatih Sonkaya, Luís Loureiro, Phil Jackson, Amoreirinha, Marco Ferreira, Chmiest, William (quantas saudades já deixas), Martin Prest, Orestes, Kwame Ayew (sempre no coração), e Zamorano (o outro, claro).
Ficámos indubitavelmente mais pobres. Qual criança à qual o impiedoso Oceano destruiu o castelo na areia (sim, o que jogou no Sporting - perguntem à minha priminha mais nova), encontramo-nos prostrados no chão, mirando as passageiras nuvens que tingem o Céu dum frágil tom esbranquiçado e bramindo um potente "NÃÃÃÃÃOOO!!", como se vestíssemos a pele do Steven Seagal nos primeiros vinte minutos de um filme seu. Aqueles primeiros vinte minutos em que ele descobre que foi o gajo sinistro com pala no olho que lhe assassinou a mulher, o melhor amigo, os pais, os irmãos, a empregada doméstica, o gajo do talho, a amante, a melhor amiga de infância, o carteiro, o amigo que tinha na repartição de finanças, o cão e os seus dezanove primos da parte do pai.
Porém, algo nos destingue de Steven Seagal. E não falo do rabo de cavalo ou da impossibilidade física de abrir os olhos mais que 2,5 milímetros. Ele jura vingança. Nós? Apregoamos a esperança. Senão vejamos:
Gladstone, Sreten Sretenovic, Ediglê, Luís Aguiar, Mrdakovic, Zoro, Kazeem, Stélvio, Edson Di, Ozéia, Jessuí, Rovérsio (abençoado seja o teu regresso), Lee, Bruno Fogaça (ver Rovérsio), Kifuta, Mossoró, Laionel, Brochieri, Tales Schutz (quanta esperança deposito em ti, rapaz) e Rabiola.
Estes são os nomes da esperança. Os bilhetes para uma atribulada e sempre curiosa viagem de retorno do Inferno via comboio cromífluo, com apeadeiro em Ermesinde.
Em vós depositamos o nosso capital de expectativas. Vão à luta e façam uma OPA ao nosso coração.
quarta-feira, julho 11, 2007
Carlos Bueno - Poll Cromo da Época 2006/07

E vai uma, e vão duas, e vão três... fechada a licitação.
O vencedor é o Bom do Carlos, ou o Carlos Bueno.
Está fechada a poll para cromo da época que terminou há cerca de um mês.
47 votos, suplantando o seu directo concorrente sul-americano. O Lucas Buuuuuuuuccolini Mareque. Um pequeno grande jogador da cantera Argentina do FCP, que se habilita a ter um dia destes um Maradona a gerir os jogadores. (Só espero que não aumente o consumo de estupefacientes na cidade Inbicta)
E por que razão Bueno ficou bueno classificado?
Carlos Bueno marcou num só jogo um POKER! 4 golos, que deram a Buena fama. E.. pelos vistos, nada mais deram. A dispensa vem escrever direito por linhas direitas. Bueno não passa de um Kinder Bueno. Por fora parece chocolate, mas por dentro não se sabe.. é Buena Surpresa. Claro que neste caso calhou uma surpresa daquelas que dá imenso trabalho a montar, cheio de peças.. e cujo resultado é ficar prontinho para o lixo, porque algo não funciona.
Mareque correu e fez um sprint final para o apanhar mas o Uruguai leva o prémio, Bueno merecido.
Espera-se e deseja-se (frase à Grande Octávio Machado.. Para quando um post dele??) que esta época de 2008 possa trazer tantos ou buenos cromos como a que acabou. E pelo mercado, parece haver matéria prima, matéria.. BUENA!
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domingo, julho 01, 2007
José Tavares, a Alegria do Povo

Arrivado à lusa Olissipus em 1994 juntamente com o aussi polivalente Nelo, envolvido no infame pack "All-Stars Bessa Delight '94", José Tavares pegou de estaca no meio-campo vermelho, fazendo gala do seu porte atlético e dotes futebolísticos. Mais do primeiro e menos do segundo, claro. O sucesso do supracitado pack ficou bem representado pelo facto do Benfica ter continuado a apostar neste género de negócios, ilustremente ilustrado através do "Pack Jesuíta 1995/1996", do qual o inconsequente sniper Marcelo era o expoente máximo.
Regressemos ao José. Parte integrante de uma época em que o clube da Luz perdia mais jogos do que o Garcia Pereira colecciona derrotas em eleições, Tavares era uma panaceia para os males que afligiam os adeptos alfacinhas, incrédulos perante a quantidade de cepos que cirandavam em campo sob o comando de Rei Artur e Prof. Dr. Neca.
Na realidade, ver Tavares disputar o lugar de organizador de jogo com o seu compagnon de route Nelo numa equipa campeã (com o promissor Paiva à espreita), foi a melhor coisa que aconteceu à televisão portuguesa desde a música do genérico dos Jogos sem Fronteiras. Galhofa, olhares presos ao écran, tiques nervosos, e variadas menções ao nome Eládio Clímaco. Apesar de não fazer a mínima ideia onde se encaixa esta última relativamente ao Zé, look alike de João Baião.
Claro que menção alguma a este Fernando Aguiar light ficaria completa sem o seu momento de glória em pleno San Siro, catedral do futebol Mundial, meca Milanesa do desporto rei:
Larguíssimas dezenas de milhares de ávidos pares-de-olhos italianos focados no relvado, a expectativa inerente dos grandes jogos europeus pairava no ar, ásperos bramidos ecoavam das hostis bancadas forradas a odor de queijo, tomate e mozzarella. Tavares sentia-se pequeno. Indefeso. Uma pálida criança numa acesa disputa familiar. Um mero peão num xadrez de interesses. Um CD dos Pólo Norte num escaparate de grandes sucessos da MTV. Uma ervilha num cozido à portuguesa. Um adolescente deparado com a eterna dúvida entre os Morangos com Açúcar ou o tratamento diário à acne que lhe corrói a testa e a alma. Um português na cimeira das lajes.
Suor escorria, o lábio inferior tremia, o equilíbrio era uma memória distante, a visão ficava turva, a quase imperceptível franjinha capilar perdia a costumeira rigidez, o habitual esgar sobranceiro e inquisitivo dava lugar a uma expressão abananada. O Mundo de Tavares tinha desabado.
A meio da primeira parte, o nosso Zé pede a substituição. Nesse momento ter-lhe-à passado pela cabeça coxear ligeiramente, afagar a perna, simulando uma impeditiva lesão. Provavelmente teria sido mais oportuno levar umas quantas folhas de papel higiénico para o banco, terá dito Prof. Dr. Neca. Nunca uma substitução se terá assemelhado tanto a uma descarga de autoclismo. Sem WC Pato à mistura, obviamente.
Todavia, este momento menos bom não terá sido impeditivo para uma longa e frutuosa carreira na Selecção Nacional. Excepto a parte do "longa e frutuosa". Mais um candidato para pior internacional português de sempre, título que estoicamente disputa com Tulipa, Rogério Matias, Luís Carlos, Vado, Skoda, Bambo e Nelly Furtado.
sábado, junho 23, 2007
Milli Vanilli do Sado
No dealbar da década de 90, o Mundo assistia perplexo à queda de um mito. Petizes choravam rios de lágrimas que desguavam sem apelo nem agravo bem fundo nas incautas almas de todos nós, que apenas imploravam um fim para este desgraçado sofrimento que nos fazia definhar e tornava o povo em meros cadáveres andantes. Sim, os Milli Vanilli eram uma fraude. Desgraça. Tragédia.
Será que aquela sedutora mistura entre a jovial irreverência do reggae, a suave candura de uma balada pop e a hipnotizadora batida ritmada da dance music teria sido apenas um bonito sonho? Basbaques mal intencionados vociferavam alarvemente que as angélicas e pungentes vozes - a fazer lembrar um guardião do Sporting Clube de Portugal - do harmonioso duo Rob e Fab não seriam realmente as deles. Ignomínia! Que o playback seria a poção mágica dos seus sublimes concertos e que as formosas vozes que se ouviam no seu album de sucesso teriam sido cantadas por outros pobres diabos. Vitupério!
Pois bem, no infame dia 12 de Novembro de 1990 - jornada marcada a sangue escarlate no calendário de qualquer amante da vida que se preze - esta suspeita seria confirmada pelo agente do ex-duo maravilha.
Foi o dia em que todos nós perdemos a inocência. Os Milli Vanilli cairam em desgraça e com eles arrastaram, numa dolorosa espiral de decadência, todo o espírito e moral da civilização Ocidental.
Porém, um par de anos após a tragédia que mudou a face do Planeta Terra, os sábios responsáveis do Vitória Futebol Clube, agremiação sita na amistosa localidade de Setúbal, Land of The Yekini, decidiram devolver o sorriso ao atormentado povo terráqueo. Num encantador assomo de altruísmo, os sadinos definiram a estratégia para colocar o clube nas bocas do Mundo: reunir Rob e Fab, desta feita no gracioso relvado do Bonfim. Não eram jogadores de futebol? Não há problema. Estamos a falar de um clube que viria a albergar Nogueira uns anos mais tarde.
Os primeiros contactos efectuados revelaram-se uma enorme montanha - tipo Vujacic - impossível de escalar. Rob encontrava-se a trabalhar como assistente do controlador de qualidade de comida de gato no Tajiquistão, enquanto Fab labutava como estagiário na indústria de remoção de fezes de ratazana nos esgotos de Nay Pyi Taw, Myanmar, ex-Birmânia.
Derrotados por não lhes conseguirem oferecer melhores condições em Setúbal, os dirigentes sulistas, sempre argutos, usaram a história em seu favor. Pois se os verdadeiros Milli Vanilli não passavam duma espécie de duplos, que melhor solução para o busílis do que arranjar um par de duplos deles próprios? Assim foi.
Seguindo uma linha de pensamento muito própria do balón luso, o primeiro passo seria buscar um refugiado à Serra Leoa e pô-lo a treinar(na verdade, o gajo veio de Castelo Branco, mas assim soa melhor). Eis Sessay.
O seu compagnon de route teria obrigatoriamente que falar com o adocicado e cantante sotaque de Vera Cruz. Procedimento? Uma viagenzita à Maia. Mete jogador no carro. Arranca. Veste camisola verde-e-branca ao jogador. Setúbal. Trava. Ajeita o bigode. Sai do carro. Inventa frase à pressão. Apresenta "esta grande esperança do futebol brasileiro, ex-internacional das camadas jovens, chegou mesmo a relegar o Cafú para o banco". Palmada nas costas do jogador. Posa em conjunto para os flashes. Sai em triunfo. Eis Elísio.
Sucesso? Nem por isso. Os sadinos, gente conhecedora da esfericidade da bola, cedo se deram conta que o abichanado duo não era mais que uma reles imitação de Kiki, mas - horror - em duplicado.
De Setúbal para o Mundo, as notícias correram céleres (ao contrário de Sessay), e o Planeta chorou. Lágrimas de sangue, despojos vencidos de uma falsa esperança copiosamente derrotada pela lei do esférico. Pois o regresso fora implacavelmente abortado. A bola não mente.
Post Scripum Cromatium: Ao jeito de off-topic, um pensamento solto: que belo teria sido se o ex-amadorense Mazo tivesse jogado na equipa do Sado.
sábado, junho 16, 2007
Quem?Como?Quando?Onde?Hã?
Ups. Divago. Perdão. Malditas rimas contagiantes e infecciosas.
Voltemos ao tema:
Juro que não fomos nós que inventámos. O da esquerda deve ser irmão do Esterco. O da direita será quiçá primo.
Aqui estão as provas:
http://www.zerozero.pt/equipa.php?id=3559
http://www.zerozero.pt/equipa.php?id=7998
Post Scriptum Cromatium: Num caso extremo de solidariedade com um atleta focado neste post, o regressado Vitória da cidade berço contratou hoje o avançado sérvio Mrdakovic. Não há aí ninguém que lhe empreste uma vogal?
sexta-feira, junho 15, 2007
O Justiceiro
terça-feira, junho 12, 2007
O Rei no Naldo.
A ponta na lança.O Paulo no Alves.
O correr parado.
O entrar cansado.
O Gervino amarelado.
O Tahar avermelhado.
O Bilro concentrado.
O Kimmel com ar de alucinado.
O Pedro Miguel... sempre penteado.
O Bambo sempre ao lado.
O Fua tão estimado - esférico cruzado.
O cruzamento alcançado.
O balón rematado.
O chuto ao lado.
Meu nome é Reinaldo - e é este o meu fado.
sexta-feira, junho 01, 2007
Alves Nilo "Vinha", ou "You can't teach height"

Alves Nilo Marcos Lima Fortes não é apenas mais um jogador com um nome incomum e estranhamente incómodo ao ouvido. Há mais por trás do homem do que cinco nomes que combinam entre eles tão harmoniosamente como um dueto entre a Céline Dion e o Adolfo Luxúria Canibal : este Senhor foi também um digno profissional de futebol.
Ora, quando nos deparamos com a anterior afirmação, é da natureza humana que nos interroguemos de pronto sobre quais serão as características do dito jogador. Será forte na marcação? Dono de uma técnica suave como um manto de seda? Intransponível como um rochedo? Drible fácil e remate pronto? Pé-canhão? Possui uma intestinal visão de jogo?
Pois no caso de Alves Nilo, a resposta é invariavelmente a mesma: "não."
Quer dizer, em boa verdade oscila entre "não" e "nem por isso, não". O "nem por isso" é normalmente utilizado para exprimir surpresa perante a aparente inutilidade do futebolista em questão, o que no caso do bom do Alves Nilo, torna-se muitíssimo útil (passe a ironia).
Então, se o homem não tem nenhuma qualidade discernível a olho nu, porque raio é que o deixaram jogar à bola com os outros? Pior que isso, porque será que lhe pagaram para isso?
"Ah, é alto e tal..."
Esta terá sido porventura a frase mais vezes proferida nas bancadas dos clubes por onde Alves Nilo passou.
É alto. Pois, até aí toda a gente chega. O indivíduo tem 1,93 m, por sinal muito mal distribuídos, o que o leva a parecer um poste de iluminação com carapinha e bigode. Em boa verdade, a maior diferença entre ele e o poste de iluminação não é propriamente a mobilidade, é mesmo a quantidade de luz que ambos projectam. Bem, pelo menos o bigode é extremamente gracioso. Mas adiante. O homem é alto.
"E mais?"
Mais? Mais o quê? É preciso mais alguma coisa? É alto e basta. "You can't teach height".
Alves Nilo, o Vinha, está para todas as crianças que perseguem o sonho de serem jogadores da bola, como o cast de "Morangos com Açúcar" está para todos os pré-adolescentes que querem ser actores.
"Ei...pá, se aquele gajo consegue, eu também!"
Alves Nilo, o Vinha (realço para não haver confusões com os outros Alves Nilos), é portanto o Pai Natal da expectativa: preenche diariamente de esperança os corações de milhares de crianças que desejam atingir o seu sonho de acariciar a redondinha perante hordes de espectadores.
Alves Nilo é de igual forma o melhor amigo dos Pais: quando os seus filhos lhes perguntam com uma lágrima no canto do olho e uma catota no nariz o que precisam para serem jogadores de futebol, os progenitores respondem prontamente um "só tens que crescer, filho. sê alto, e alto na vida chegarás." - piscando o olho de seguida para o horizonte, enquando balbuciam entredentes um "Obrigado, Vinha!!"...
E algures na Exponor, o ex-Salgueiros e ex-Porto sorri. Uma vez mais. Pelas crianças.
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